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Biografia Ivan Pinheiro

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Ivan Pinheiro Ivan Pinheiro
Ivan Pinheiro
Um importante dirigente comunista brasileiro. O atual Secretário Geral do PCB. | The secretary-general of the Brazilian Communist Party (PCB).
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DESCRIÇÃO DO CANDIDATO: 

Ivan Pinheiro Biografia

POR:

 

Ivan Martins Pinheiro (Rio de Janeiro, 18 de março de 1946) é um importante dirigente comunista brasileiro, atual Secretário Geral do PCB - Partido Comunista Brasileiro e candidato à Presidência da República em 2010, pelo partido. Iniciou sua atividade política ainda na adolescência no Colégio Pedro II, onde estudou entre 1957 e 1963, foi diretor do Grêmio Estudantil e sofreu sua primeira prisão devido ao ativismo político.

 

Em 1964, ano do golpe militar, ingressou na ainda Universidade do Estado da Guanabara UEG (atual Uerj) para cursar Direito. Nessa época aproximou-se do Movimento Revolucionário Oito de Outubro MR-8. Durante o curso foi diretor do Centro Acadêmico Luiz Carpenter (CALC). Dada a sua trajetória como diretor da entidade, atualmente a sede do Centro Acadêmico chama-se "Sala Ivan Martins Pinheiro".

 

Ivan Pinheiro manteve-se no MR-8 até meados da década de 1970. Após o fracasso da luta armada no combate ao regime militar, Ivan passou a considerar importante a participação popular no processo eleitoral. Após desligar-se do MR-8, fez contato com o Partido Comunista Brasileiro na clandestinidade, no qual ingressou e jamais se afastou.

 

A partir de 1976, passou a atuar no seu local de trabalho: o Banco do Brasil. Com a convocação das eleições do Sindicato dos Bancários, em 1978, pelos interventores do Ministério do Trabalho, candidatou-se à presidência do sindicato. O pleito durou um ano e dez meses, em função de manobras legalistas do Ministério do Trabalho. A vitória final, através de uma votação esmagadora, consagrou Ivan Pinheiro como um dos principais líderes sindicais do país.

 

Sua trajetória como expoente dirigente do PCB teve início em 1982, quando foi realizado o VI Congresso Nacional do PCB. Neste evento, Ivan e os demais participantes, foram presos após invasão da Polícia Federal. Com esta prisão foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional. No congresso, que ocorreu na clandestinidade, foi o mais jovem integrante do Comitê Central e da Comissão Executiva Nacional do Partido.

 

Em 1986, após ter sua candidatura ao governo do estado do Rio de Janeiro retirada pelo Comitê Central do PCB, em favor do apoio ao candidato do PMDB, Moreira Franco, Ivan concorreu a deputado federal constituinte, em uma chapa própria do PCB, junto com Modesto da Silveira, Stepan Nercessian e outras dezenas de militantes comunistas. Apesar da boa votação obtida pela chapa, não foi alcançado o coeficiente eleitoral e o PCB não elegeu nenhum deputado.

 

No ano seguinte, liderou a esmagadora maioria dos sindicalistas do PCB na Conferência Sindical Partidária, impondo à direção do partido a opção pela CUT, em detrimento da CGT. No início da década de 1990, com o desmantelamento do socialismo no Leste Europeu, uma grave crise emergiu no Partidão resultando numa grande cisão em janeiro de 1992, quando foi criado o PPS Partido Popular Socialista. Ivan Pinheiro assumiu, juntamente com Horácio Macedo e Zuleide Faria de Melo, a liderança do grupo que manteve-se fiel aos ideais estabelecidos na fundação do PCB, em 1922.

 

A partir de então, a prioridade dos militantes do PCB foi manter a existência legal do partido, sem poder participar dos processos eleitorais da primeira metade dos anos de 1990 (eleições municipais de 1992 e eleições estaduais e nacional de 1994). O retorno eleitoral ocorreu em 1996, quando Ivan Pinheiro foi candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, possuindo como lema "Uma Revolução no Rio". Apesar do fraco desempenho nas urnas, a campanha foi um marco importante para a consolidação da reconstrução revolucionária do PCB.

 

Em 2000, Ivan Pinheiro foi candidato a vereador através da coligação PCB/PSB, que possuía Alexandre Cardoso como candidato majoritário. O fraco desempenho da coligação resultou na eleição de apenas um vereador. Na eleição municipal de 2004, o PCB optou pelo apoio à candidatura de Jandira Feghali, do PCdoB. Ivan concorreu a uma vaga na Câmara Municipal, entretanto, outra vez, a chapa que ele integrou elegeu um vereador somente. No XIII Congresso do PCB, realizado em 2005, em Belo Horizonte, após integrar por 23 anos seguidos o Comitê Central, Ivan Pinheiro foi eleito Secretário Geral do partido. Este congresso marcou a ruptura do PCB com o governo Lula, o fim das conversações sobre a reunificação com o PCdoB, e apontou um novo rumo para a estratégia partidária.

 

Nas eleições de 2006 foi candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro, através da Frente de Esquerda, aliança que reunia, além do PCB, PSOL e PSTU, possuindo como marco a oposição ao governo de Lula. A candidata à presidência foi a ex-senadora Heloísa Helena. No segundo turno, o PCB aprovou posição de apoio crítico à reeleição de Lula, compreendendo a importância de evitar a não eleição do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. Foi também candidato do Partido Comunista Brasileiro para as eleições presidenciais de 2010.

 

fonte

 

 

ENG:

 

Ivan Martins Pinheiro (Rio de Janeiro, 18 March, 1946) is a politician in Brazil, secretary-general (leader) of the Brazilian Communist Party (PCB) since 2005 and a candidate in the Brazilian presidential elections in 2010. He also ran for mayor of Rio de Janeiro in 1996.

 

Pinheiro was born in Rio de Janeiro, then capital of Brazil, and started his political life as a student leader at the Pedro II College, the most important college in the country. He was president of the student board and was arrested for his political activism.

 

In 1964, when the military instored their dictatorship, Pinheiro was admitted to Law School at the State University of Guanabara (currently UERJ). There, he joined the MR-8, then the most important urban guerrilla in Brazil, and connected to the Communist Party of Brazil. Again he was elected as chair of the student board (Centro Acadêmico Luiz Carpenter).

 

After the urban guerrilla was defeated, in the early 1970s, Pinheiro changed allegiance to the Brazilian Community Party, which always condemned the armed struggle.

 

In 1976, hired by the Banco do Brasil, he brought his Communist advocacy into the labor union of bank employees. In 1978, he was elected chairman of the union of bank workers of Rio de Janeiro, and became a union boss at the same time that Lula was heading the metalworkers in São Paulo. He was elected to the Central Committee of the Party in 1982.

 

In 1986, he ran for Congress for PCB, but wasn't elected. The next year, he led the party into joining the CUT union federation, which was allied with Lula and his newly founded Worker's Party. In 1989, then secretary-general of the party, Roberto Freire, ran for president of Brazil and Pinheiro supported him. Eventually, they both supported Lula in the run-off.

 

In the early 1990s, after the fall of the Iron Curtain, the PCB held a congress in which Freire and a group of Central Committee veterans had approved the self dissolution of the party. In January 1992, the remnants of PCB formed the People's Socialist Party (PPS), which increasingly moved rightwards in the political spectrum. Pinheiro then led a group of non-revisionist Communist who re-founded the PCB as a new, yet minor party, in late 1992.

 

In 2000 and 2004, Ivan Pinheiro ran for city counselor, but was not elected. During the presidential elections of 2002, Pinheiro and the PCB supported Lula, who was elected president of Brazil.

 

At the 13th Congress of the PCB, in 2005, in Belo Horizonte, Ivan Pinheiro was elected secretary-general, and the party broke up with Lula. They also abandoned the goal of reunification with the PCdoB. In 2006, the PCB supported Heloísa Helena for president and Pinheiro ran for congress once more, but again wasn't elected.

 

source

February 21, 2011

updated: 2013-01-31

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