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Biografia Jango Goulart

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Jango Goulart Jango Goulart
Jango Goulart
Foi um político brasileiro e do Presidente do Brasil de 1961 a 1964. | Was a Brazilian politician and the President of Brazil. Died in 1976.
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DESCRIÇÃO DO CANDIDATO: 

Jango Goulart Biografia

POR:

 

João Belchior Marques Goulart (São Borja, 1º de março de 1919 — Mercedes, 6 de dezembro de 1976), conhecido popularmente como "Jango", foi um político brasileiro e o 24° presidente de seu país, de 1961 a 1964. Antes disso, também foi vice-presidente, de 1956 a 1961, tendo sido eleito com mais votos que o próprio presidente, Juscelino Kubitschek.

 

A família de Goulart era de ascendência portuguesa, sendo ele filho de Vicente Goulart, estancieiro do Rio Grande do Sul que tinha grande influência na região, ajudando em sua entrada na vida política. Formou-se em Direito na Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1939. Foi deposto pelo Golpe Militar de 1964, liderado pelo alto escalão do Exército.

 

Infância e adolescência

João Goulart nasceu na Estância de Yguariaçá, no distrito (hoje município) de Itacurubi, em São Borja, no Rio Grande do Sul, em 1º de março de 1919. Seus pais eram Vicente Rodrigues Goulart, um estancieiro e coronel da Guarda Nacional que havia lutado a favor de Borges de Medeiros na Revolução de 1923, e Vicentina Marques Goulart, uma dona-de-casa. A maioria das fontes indica seu ano de nascimento como sendo 1918, mas na verdade é 1919. Isso acontece por causa de uma segunda certidão de nascimento que seu pai mandou fazer, na qual foi acrescentado um ano na idade de Jango para que ele pudesse ingressar na Faculdade de Direito de Porto Alegre.

 

Carreira política

Começo no PTB

Vicente morreu em 1943, deixando ao filho mais velho a responsabilidade de cuidar de suas propriedades rurais. Jango logo se tornou um dos estancieiros mais influentes da região. Após a renúncia de Getúlio Vargas e seu retorno a São Borja em outubro de 1945, Jango já era um homem rico antes dos 30 anos de idade. Ele não precisava da política para subir na vida, mas os frequentes encontros com Vargas, amigo íntimo de seu pai, influenciaram-no a escolher a carreira política. Em 1950, Jango foi eleito para a Câmara dos Deputados com quase 40 mil votos, se tornando o segundo candidato mais votado do PTB no Rio Grande do Sul. Durante o período em que foi secretário, que durou até 24 de março de 1952, Jango se comprometeu com a reestruturação do sistema carcerário, com a intenção de melhorar as condições de vida dos presos.

 

Ministro do Trabalho

Em 1953, com o agravamento do impasse, Vargas nomeia Jango o novo Ministro do Trabalho. A gestão Vargas estava numa profunda crise; os trabalhadores, insatisfeitos com os salários baixos, promoviam greves, e juntamente com a classe média e a União Democrática Nacional (UDN) faziam forte oposição ao governo. Jango foi forçado a renunciar ao cargo em 23 de fevereiro de 1954, após conceder o aumento do mínimo, que causou forte reação entre empresários e imprensa. Presidente nacional do PTB, tornou-se o principal nome trabalhista do país, após o suicídio de Getúlio.

 

Vice-presidente

Em 1955 foi eleito vice-presidente do Brasil, na chapa PTB/PSD. Em 25 de agosto de 1961, enquanto João Goulart realizava uma missão diplomática na República Popular da China, Jânio Quadros renunciou ao cargo de presidente. Os ministros militares Odílio Denys (Exército), Gabriel Grün Moss (Aeronáutica) e Sílvio Heck (Marinha) tentaram impedir a posse de Jango, e o presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, foi empossado presidente.

 

Presidente da República

A renúncia de Jânio criou uma grave situação de instabilidade política. Jango estava na China e a Constituição era clara: o vice-presidente deveria assumir o governo. Porém, os ministros militares se opuseram à sua posse, pois viam nele uma ameaça ao país, por seus vínculos com políticos do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e do Partido Socialista Brasileiro (PSB). Apesar disso, não havia unanimidade nas altas esferas militares sobre o veto a Jango. No dia 2 de setembro de 1961, o sistema parlamentarista foi aprovado pelo Congresso Nacional. No dia 8, Jango assumiu a presidência. Tancredo Neves, do PSD de Minas Gerais, ministro do governo Vargas, tornou-se primeiro-ministro. Nesse período foi convocado um plebiscito sobre a manutenção do parlamentarismo ou o retorno ao presidencialismo, para janeiro de 1963. O parlamentarismo foi amplamente rejeitado, graças, em parte, a uma forte campanha publicitária promovida pelo governo.

 

No dia 1º de abril de 1964, Jango retornou a Brasília e, de lá, para o Rio Grande do Sul. Brizola sugeriu um novo movimento de resistência, mas Goulart não acatou, para evitar "derramamento de sangue" (uma guerra civil). Jango exilou-se no Uruguai e mais tarde na Argentina, onde veio a falecer em 1976. No dia 2 de abril, o Congresso Nacional declarou a vacância de João Goulart no cargo de presidente, entregando o cargo de chefe da nação novamente ao presidente da Câmara dos Deputados Ranieri Mazzilli.

 

fonte

 

 

ENG:

 

João Belchior Marques Goulart (March 1, 1919 – December 6, 1976) was a Brazilian politician and the 24th President of Brazil until a military coup d'état deposed him on April 1, 1964. He is considered to have been the last left-wing President of the country until Luiz Inácio Lula da Silva took office in 2003.

 

Early life

João Belchior Marques Goulart was born at Yguariaçá Farm, in the district (now town) of Itacurubi, São Borja, Rio Grande do Sul on March 1, 1919. His parents were Vicente Rodrigues Goulart, an estancieiro (a rancher owner of large rural properties) and colonel of the National Guard on the 1932 Revolution on the field of Governor Borges de Medeiros, and Vicentina Marques Goulart, a housewife. Most sources indicates his birth year as 1918, but is actually 1919. This happens because his father ordered a second birth certificate in which he added one year to his son's age so Jango could attend the Law School at Rio Grande do Sul Federal University.

 

Political career

Soon after, Jango returned to São Borja. His depression because of the leg problem was visible. He isolated himself from the rest of the city at Yguariaçá Farm. According to his sister Yolanda, his depression would not last long. In early 1940s he decided to make fun of his own walking disability in the Carnival, participating on the parade of the block Comigo Ninguém Pode (With me no one can).

 

Beginning at PTB

In 1950, Goulart was elected for the Chamber of Deputies. He achieved 39,832 votes, becoming the second top voted candidate of PTB on Rio Grande do Sul. Jango took office as a Federal Deputy on February 1951, but soon asked for temporary resignation from his term to become Secretary of the Interior and Justice in the administration of Rio Grande do Sul Governor Ernesto Dornelles. During the period in which he was a Secretary, which lasted until March 24, 1952, Jango engaged in restructuring the prison system, intending to improve life conditions of prisoners. He later resigned his job as Secretary, at the request of Vargas, in order to help the President with a political deadlock at the Ministry of Labor, using his major influence on the labor union movement.

 

Minister of Labor

In 1953, after an aggravation of the deadlock, Vargas appointed Jango as the Minister of Labor. As Minister of Labor, Goulart held the 1st Brazilian Congress of Social Security. Jango resigned as Minister of Labor on February 1954, passing the job to his legal substitute Hugo de Faria, and resumed his term as Federal Deputy. Among the reasons for his resignation was the strong reaction of the mass media and the Military forces against the new minimum wage.

 

Vice President

After Vargas' suicide, Jango thought about leaving politics forever. However, at the President's burial on August 26, 1954 he seemed to have given up the idea, declaring that "we, within the law and order, we'll know how to fight with patriotism and dignity, inspired by the example that you [Vargas] left us". In 1956, Goulart was elected Vice President, as the running mate of President Juscelino Kubitschek. Goulart was again elected Vice President in 1960. This time, however, the president was Jânio Quadros, a member of a different party. (At the time, Brazilians could vote for a ticket that had candidates for president and vice president from different parties.) Quadros resigned in 1961. According to some chroniclers, this was an attempt to promote a self-coup.

 

The Goulard administration

As part of the compromise that installed a parliamentary system of government in 1961, a plebiscite was set for 1963 to confirm or reverse the changes made to the Constitution. The parliamentary system of government was overwhelmingly rejected in the referendum, and Goulart assumed full presidential powers. Politically the presidential government of Goulart initiated in 1963 was marked by the administration closer ties to center-left political groups, and conflict with more conservative sectors of the society, specifically the National Democratic Union (Brazil).

 

Death

João Goulart died in his farm La Villa, in the Argentine municipality of Mercedes, on December 6, 1976 of an alleged heart attack. Since Goulart's body was not submitted to an autopsy, his real cause of death is unknown. Around 30,000 people attended his funeral service, which was censored from press coverage by the military dictatorship. On April 26, 2000, former governor of Rio Grande do Sul and Rio de Janeiro, Leonel Brizola, said that former presidents João Goulart and Juscelino Kubitschek were allegedly assassinated in the frame of Operation Condor and requested the opening of investigations on their death. They died allegedly of a heart attack and a car accident, respectively.

 

source

October 12, 2010

updated: 2013-02-01

icon João Goulart
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