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Biografia Mário Soares

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Mário Soares
Um político português do Partido Socialista. | A Portuguese politician.
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DESCRIÇÃO DO CANDIDATO: 

Mário Soares Biografia

POR: 

 

Mário Alberto Nobre Lopes Soares GColTE • GCC • GColL (Lisboa, Coração de Jesus, 7 de Dezembro de 1924) é um político português.

 

Biografia

Nascido em Lisboa, foi o segundo filho de João Lopes Soares, ex padre e pedagogo, ministro na I República e combatente do Salazarismo, e de Elisa Nobre Baptista. Co-fundador do Partido Socialista de Portugal, a 19 de Abril de 1973, Mário Soares foi um dos mais famosos resistentes ao Estado Novo, pelo que foi preso doze vezes (num total de cerca de três anos de cadeia) e deportado sem julgamento para a ilha de São Tomé, em 1968, até se exilar em França, em 1970.

 

Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1951, e em Direito, na Faculdade de Direito da mesma universidade, em 1957. Foi nos tempos de estudante que, com apoio do pai, iniciou o seu percurso político — pertenceu ao MUNAF - Movimento de Unidade Nacional Anti-Fascista, em Maio de 1943, integrou a Comissão Central do MUD - Movimento de Unidade Democrática, sob a presidência de Mário de Azevedo Gomes, em 1946, foi fundador o MUD Juvenil e membro da primeira Comissão Central, no mesmo ano. Em 1949, ano em que, a 22 de Fevereiro, se casou na prisão, com registo na 3.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa, com Maria Barroso foi secretário da Comissão Central da candidatura do General Norton de Matos à Presidência da República, em 1955 integrou o Directório Democrático-Social, dirigido por António Sérgio, Jaime Cortesão e Azevedo Gomes e, em 1958, pertenceu à comissão da candidatura do General Humberto Delgado à Presidência da República. Foi militante do Partido Comunista Português e, como advogado, defensor do Dr. Alvaro Cunhal.

 

Foi professor do Ensino Secundário Particular e chegou a dirigir o Colégio Moderno, fundado pelo pai. Como advogado defensor de presos políticos, participou em numerosos julgamentos, realizados no Tribunal Plenário e no Tribunal Militar Especial. Representou a família de Humberto Delgado na investigação do seu alegado assassinato e, juntamente com Adelino da Palma Carlos, defendeu também a causa dinástica de Maria Pia de Saxe-Coburgo e Bragança2 . Ainda na década de 1950 foi membro da Resistência Republicana e Socialista, redactor e signatário do Programa para a Democratização da República em 1961, candidato a deputado pela Oposição Democrática, em 1965, e pela CEUD, em 1969.

 

Aquando do seu exílio em França, em 1970, foi chargé de cours nas universidades de Paris VIII (Vincennes) e Paris IV (Sorbonne), e igualmente professor convidado na Faculdade de Letras da Universidade da Alta Bretanha, em Rennes, que lhe atribuiu o grau de Doutor Honoris Causa. Em 1973, foi o primeiro fundador do Partido Socialista, de que foi secretário-geral e ainda hoje é militante. Estando ainda aí ingressou na maçonaria, segundo ele próprio, optando depois por ficar "adormecido". A 28 de Abril de 1974, três dias depois da Revolução de 25 de Abril, regressou do exílio em Paris, no chamado "Comboio da Liberdade". Dois dias depois, esteve presente na chegada a Lisboa de Álvaro Cunhal. Ainda que tivessem ideias políticas diferentes, subiram de braços dados, pela primeira e última vez, as ruas da Baixa Pombalina e a avenida da Liberdade.

 

Durante o período revolucionário que ficou conhecido como PREC foi o principal líder civil do campo democrático, tendo conduzido o Partido Socialista à vitória nas eleições para a Assembleia Constituinte de 1975. Foi Ministro dos Negócios Estrangeiros, de Maio de 1974 a Março de 1975, e um dos impulsionadores da independência das colónias portuguesas, tendo sido responsável por parte desse processo. A partir de Março de 1977 colaborou no processo de adesão de Portugal à CEE, vindo a subscrever, como primeiro-ministro, o Tratado de Adesão, em 12 de Julho de 1985.

 

Foi primeiro-ministro de Portugal nos seguintes períodos:

  • I Governo Constitucional entre 1976 e 1977;
  • II Governo Constitucional em 1978;
  • IX Governo Constitucional entre 1983 e 1985.

 

Presidente da República entre 1986 e 1996 (1.º mandato de 10 de Março de 1986 a 1991, 2.º mandato de 13 de Janeiro de 1991 a 9 de Março de 1996). Deputado ao Parlamento Europeu entre 1999 e 2004. Foi candidato a presidente do parlamento, mas perdeu a eleição para Nicole Fontaine, a quem não teve problema em chamar «dona de casa» (no sentido pejorativo do termo). Fundador da Fundação Mário Soares em 1991. Em 13 Dezembro de 1995 assume a Presidência da Comissão Mundial Independente Sobre os Oceanos; em Março de 1997 a Presidência da Fundação Portugal África e a Presidência do Movimento Europeu; em Setembro a Presidência do Comité Promotor do Contrato Mundial da Água. Como ex-presidente da república, é também Conselheiro de Estado.

 

Foi, em 2005, aos oitenta anos, o segundo candidato - após Jerónimo de Sousa pelo PCP - a assumir a candidatura à Presidência da República (o que seria um inédito terceiro mandato) após algumas crispações no PS, principalmente com o seu amigo de longa data Manuel Alegre. Na eleição, a 22 de Fevereiro de 2006, obteve apenas o terceiro lugar, com 14% dos votos. Em 2007 foi nomeado presidente da Comissão de Liberdade Religiosa. Preside ao Júri do Prémio Félix Houphouët-Boigny, da UNESCO, desde 2010, e ao Comité Promotor do Contrato Mundial da Água, desde Janeiro de 1998. É patrono do International Ocean Institute, desde 2009.

 

Dia 11 de Outubro de 2010 recebeu o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Lisboa aquando das comemorações do centenário da mesma, coincidindo com as comemorações do centenário da República Portuguesa (5 de Outubro). Com 89 anos é eleito a personalidade do ano 2013 pela imprensa estrangeira, radicada em Portugal.

 

fonte

 

 

ENG: 

 

Mário Alberto Nobre Lopes Soares, GColTE, GCC, GColL, KE (born 7 December 1924) is a Portuguese politician, served as Prime Minister of Portugal from 1976 to 1978 and from 1983 to 1985, and subsequently as the 17th President of Portugal from 1986 to 1996.

 

Political activity during the Estado Novo

In 1958, Soares was very active in the presidential election supporting General Humberto Delgado. Later, he would become Delgado's family lawyer, when Humberto Delgado was murdered in 1965, in Spain, by agents of the dictatorship's secret police (PIDE). In April 1964, in Geneva, Switzerland, Soares together with Francisco Ramos da Costa and Manuel Tito de Morais created the Acção Socialista Portuguesa (Portuguese Socialist Action). At this point he was already quite distant from his former Communist friends (having quit the Communist Party in 1951); his views were now clearly inclined to economic liberalism.

 

In March 1968, Soares was arrested again by PIDE, and a military tribunal sentenced him to banishment in the colony of São Tomé in the Gulf of Guinea. His wife and two children, Isabel and João, accompanied him. However, they returned to Lisbon eight months later for in the meantime dictator Salazar had been replaced by Marcello Caetano. The new dictator wanted to present a more democratic face to the world, so many political prisoners, Soares among them, were released.

 

In the 1969 general election, which was rigged, the democratic opposition (whose political rights were severely restricted) entered with two different lists. Mário Soares participates actively in the campaign supporting the Coligação Eleitoral de Unidade Democrática or CEUD (Electoral Coalition for Democratic Unity). CEUD is clearly anti-fascist, but they also reaffirmed their opposition to Communism. In 1970, Soares was exiled to Rome, Italy, but eventually settled in France where he taught at the Universities of Vincennes, Paris and Rennes. In 1973, the Portuguese Socialist Action became the Socialist Party, and Soares was elected Secretary-General. The Socialist party was created under the umbrella of Willy Brandt's SPD in Bad Münstereifel, Germany, on 19 April 1973.

 

Carnation Revolution

On 25 April 1974, elements of the Portuguese Army seized power in Lisbon, overthrowing Salazar's successor, Marcelo Caetano. Soares and other political exiles returned home to celebrate what was called the "Carnation Revolution." In the provisional government which was formed after the revolution, led by the Movement of the Armed Forces (MFA), Soares became minister for overseas negotiations, charged with organising the independence of Portugal's overseas colonies. Among other encounters, he met with Samora Machel, the leader of Frelimo, to negotiate the independence of Mozambique. Within months of the revolution however (and in spite of the April 1975 Constituent Assembly election results which gave victory to the Socialist Party and clearly favored the pro-democracy political parties), it became apparent that the Portuguese Communist Party, allied with a radical group of officers in the MFA, was attempting to extend its control over the government. The Prime Minister, Vasco dos Santos Gonçalves, was accused of being an agent of the Communists and a bitter confrontation developed between the Socialists and Communists over control of the newspaper República. President Francisco da Costa Gomes dismissed Vasco Gonçalves in September 1975 and a failed far-left coup in late November ended with the far-left influence in Portuguese government and politics. After the approval of the 1976 Constitution, a democratic government was finally established when national elections were held in 25 April 1976.

 

Prime minister

The 1976 legislative election gave the Socialists a plurality of seats in the newly created Assembly of the Republic and Soares became Prime Minister. Deep hostility between the Socialists and the Communists made a left-wing majority government impossible, and Soares formed a weak minority government. Vast fiscal and current account deficits generated by previous governments forced Soares to adopt a strict austerity policy, which made him deeply unpopular. Soares had to resign from office after only two years, in 1978. The wave of left-wing sentiment which followed the 1974 revolution had now dissipated, and a succession of conservative governments held office until 1983, with Soares' Socialist Party unsuccessful in the 1979 extraordinary elections and 1980 elections. Soares again became Prime Minister following the 1983 elections, holding office until late 1985. His main achievement in office was negotiating Portugal's entry into the European Economic Community. Soares almost single-handedly turned public opinion around, for Portugal at the time was very wary of integration into the EEC.

 

Presidency

In the 1986 presidential election, Soares was elected President of Portugal, beating Diogo Freitas do Amaral by little more than 2%. He was reelected in 1991, this time with almost 70% of the vote. For most of Soares' two terms of office, Portugal was governed by the centre-right Social Democratic Party, led by Aníbal Cavaco Silva. He devised the so-called Presidência Aberta (Open Presidency), a series of tours around the country, each addressing a particular issue, such as the Environment or a particular region of Portugal. Although generally well received by the public, some claimed that he was criticizing the government and exceeding his constitutional role. Others stated that the tours were in the style of medieval courts. Yet the name stuck for today's presidential initiatives of the same type.

 

source

13.2.09, 2012-01-05

updated: 2014-07-11

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